Concepção
“Cadê as notas que estavam aqui? Não preciso delas, basta deixar tudo soando bem aos ouvidos” Chico Science em “Monólogo ao pé do ouvido, primeira faixa do Cd “Da Lama ao Caos”, seu primeiro cd.
A concepção estética do documentário “Viva Chico Vive” é baseada nesta frase de Chico, se no caso dele eram notas o nosso são padrões de audiovisual, de entrevistas e todo o tradicionalismo estético de documentário, isto tudo não é necessário, basta deixar soando bem aos olhos e ouvidos.
Os enquadramentos, cores, planos, cenários e os olhares dos entrevistados não seguem um mesmo padrão de uma entrevista para a outra, queremos com isto fazer um documentário com a estética de Chico Science, modernizando o passado.
Na parte de montagem queremos gerar a contradição e fugir do padrão também, ela ainda não foi feita mas iremos usar muita ironia e reflexão social usando o áudio em contradição com as imagens.
Câmera
Usamos a câmera HVX 200, uma ótima câmera que foi emprestada pela Universidade Metodista de São Paulo. Tínhamos alem desta câmera, uma mini-dv que não me recordo o nome pois ela não durou muito no campo de captação, por um golpe do destino acabemos perdendo ela em um táxi, foi muito azar pois o taxista que ficou com a câmera era o único antipático dos taxistas e talvez o único recifence antipático que conhecemos, por isso não pegamos seu cartão e perdemos a câmera.
Nas imagens de cobertura que usamos planos mais abertos sempre usávamos o tripé, para dar um ar de fotografia, de cartão-postal para a imagem, justamente para colocar em contraste com a pobreza na hora da montagem, como naquela musica do grupo carioca “Rap Brasil”: nunca vi cartão postal que se destaque uma favela, só vejo paisagem muito linda e muito bela.
Em planos pela cidade andando de táxi ou pegando coisas interessantes escritas nos muros a câmera ficava na mão mesmo, e uma filmagem que gostamos muito foi em Peixinhos, filmamos Abará andando pela periferia falando sobre a situação em que vivem, me lembrou muito um documentário sobre o rapper Sabotage que assisti há algum tempo, em que ele fica em seu bairro apenas conversando com a câmera e seus vizinhos.
Nas entrevistas usávamos a câmera sempre no tripé, por uma questão de comunicação mesmo, é bom lembrar que ainda não temos muita experiência com câmera na mão.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
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