terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Sobre o documentário Viva! Chico Vive!
Entrevista com amigos e músicos que falam de Chico e de sua influência musical.
Análise Crítica do Documentário Sobre os Rolling Stones.
O filme de Martin Scorsese não é um documentário sobre os Rolling Stones, mas sim com os Rolling Stones.
A intenção do filme não é documentar a carreira desta que é uma das mais importantes bandas de rock de todos os tempos, mas sim registrar um único show, justamente o acontecido no Beacon Theater, em Nova York, em 2006.
O documentário não chama a atenção somente de quem é fã da banda, mas daqueles que gostam de cinema. Com todas as luzes e as varias câmeras que tem direito. Explode em closes, persegue cada movimento com a mesma energia do som que sai dos instrumentos.
Scorsese faz dos Stones gigantes. As câmeras acompanham os músicos por todos os cantos do palco e ainda fecham em primeiros-planos e planos de detalhe.
O diretor insere trechos de entrevistas antigas feitas por diversas emissoras de TV com os membros do grupo.
Shine a Light é um filme que não perde ritmo e envolve o espectador. A sensação muitas vezes é a de estar em um show, não em uma sala de cinema. Alem de
mostrar os Rolling Stones ao mundo de uma maneira totalmente inédita. Capturando a energia pura dessa banda que é uma verdadeira lenda.
Documentário "A Última Hora", produzido por Leonardo DiCaprio
O filme tem produção do ator Leonardo DiCaprio, que também o narra, apresenta e assina o roteiro ao lado de Leila Conners Petersen e Nadia Conners, diretoras estreantes. O filme fala de como a raça humana está sistemativamente destruindo sua própria existência ao minar os combalidos ecossistemas terrestres. O documentário mostra como a Terra chegou nesse ponto: de que forma o ecossistema tem sido destruído e, principalmente, o que é possível fazer para reverter este quadro. Entrevistas com mais de 50 renomados cientistas, pensadores e líderes ajudam a esclarecer estas importantes questões e a indicar as alternativas ainda possíveis.
Criança, A Alma do Negócio, um documentário de Estela Renner e Marcos Nisti.
Teoria Crítica do Cinema
Prof. Váleria
Com enquadramentos e zoom nos personagens o filme mostra o comportamento das crianças em relação ao consumismo.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Áudio, Sonorização e Direção Musical
O que usamos para captar o áudio durante as entrevistas foi um Lapella e um Boom, o que foi bem eficiente e fácil de usar, o pequeno Lappela ficava sempre com o entrevistado e o Boom, manejado por Raoni, ficava andando do entrevistador para o entrevistado.
Em alguns casos específicos usamos o som da câmera mesmo, houve um dia em Recife que captamos um evento chamado Terça-Negra, acontece toda terça-feira em uma praça no centro da cidade, acontecem shows de grupos de musica afro, é muito bom e o som vinha de tantos lugares que preferimos usar o som da câmera, acredito que tenha ficado legal, precisamos dar uma tratada no som mas vai ficar bom, temos boas imagens do evento e a musica tem uma energia muito positiva, com muito Axé.
Enquadramentos e Cenários
Em questão de enquadramento o filme varia bastante, ate mesmo em entrevista os planos variam de uma entrevista para outra e ate na mesma entrevista nos gostamos de variar mas sem muita ousadia neste caso, a estratégia era de que quando o entrevistado estivesse emocionado ou falando algo profundo, complicado nos deveríamos aproximar o plano e foi isto que fizemos.
Houve entrevistas em que o plano chegava a ser quase conjunto, pois no caso de Abará e meia noite eles deram a entrevista com seus tambores de macaratu, então tivemos que enquadrar também os instrumentos, que pareciam ser extensões de seus corpos, no meio das conversas eles começavam a tocar uma canção e cantar, isto ficou muito bacana, espero que a luz não tenha atrapalhado muito, já que não tínhamos muita qualidade de luz no local.
Tirando alguns casos como Abará e Meia-Noite a maioria das entrevistas tiveram um enquadramento fechado em um plano médio, alternando com closes, fomos bem “caretas” em algumas mas acredito que tenha “casado” bem com o clima da entrevista, nem todas foram descontraídas e nem todos gostavam de cantar e tocar tambor durante a conversa.
Cenários
A proposta do filme era fazer um documentário voltado para o social, para a visão da periferia junto com a visão pessoal, familiar e musical de Chico Science, logo pensamos em fazer as entrevistas sempre em locais associados ao tema.
Tivemos muito sucesso em algumas entrevistas, na verdade na maioria, filmamos manguezais, tambores no cenário, orixás pintados nas paredes, o morro do Aldo do José do Pinho que tem uma visão maravilhosa e a favela de Peixinhos.
Porem muitos dos entrevistados, (aqueles que hoje tem uma vida mais confortável e para manterem este padrão tem que correr o dia todo) não podiam dedicar muito tempo, como Fred Zero Quatro, Renato Lins, José Telles, estes ai tivemos que nos virar com o que tínhamos de cenário.
No caso de Telles foi tranqüilo pois ele tinha uma infinidade de cds em sua sala e usamos isto como linguagem no cenário para associar o personagem com a musica, apesar de ele não ser musico.
No caso de Fred e Renato a coisa foi mais complicada, eles tinham pouquíssimo tempo, o sol estava se pondo e tínhamos apenas um cenário, tinham alguns caranguejos desenhados na parede e um fundo cor de abóbora e isto ficou legal, ligou os personagens ao movimento mangue porem a luz foi um problema e alem disso não queríamos repetir o cenário dos dois, colocamos um de um lado do cenário e outro do outro, não deu muito certo pois a luz ficou fraca em Lins, mas vai dar para usar.
Concepção e Camêra
“Cadê as notas que estavam aqui? Não preciso delas, basta deixar tudo soando bem aos ouvidos” Chico Science em “Monólogo ao pé do ouvido, primeira faixa do Cd “Da Lama ao Caos”, seu primeiro cd.
A concepção estética do documentário “Viva Chico Vive” é baseada nesta frase de Chico, se no caso dele eram notas o nosso são padrões de audiovisual, de entrevistas e todo o tradicionalismo estético de documentário, isto tudo não é necessário, basta deixar soando bem aos olhos e ouvidos.
Os enquadramentos, cores, planos, cenários e os olhares dos entrevistados não seguem um mesmo padrão de uma entrevista para a outra, queremos com isto fazer um documentário com a estética de Chico Science, modernizando o passado.
Na parte de montagem queremos gerar a contradição e fugir do padrão também, ela ainda não foi feita mas iremos usar muita ironia e reflexão social usando o áudio em contradição com as imagens.
Câmera
Usamos a câmera HVX 200, uma ótima câmera que foi emprestada pela Universidade Metodista de São Paulo. Tínhamos alem desta câmera, uma mini-dv que não me recordo o nome pois ela não durou muito no campo de captação, por um golpe do destino acabemos perdendo ela em um táxi, foi muito azar pois o taxista que ficou com a câmera era o único antipático dos taxistas e talvez o único recifence antipático que conhecemos, por isso não pegamos seu cartão e perdemos a câmera.
Nas imagens de cobertura que usamos planos mais abertos sempre usávamos o tripé, para dar um ar de fotografia, de cartão-postal para a imagem, justamente para colocar em contraste com a pobreza na hora da montagem, como naquela musica do grupo carioca “Rap Brasil”: nunca vi cartão postal que se destaque uma favela, só vejo paisagem muito linda e muito bela.
Em planos pela cidade andando de táxi ou pegando coisas interessantes escritas nos muros a câmera ficava na mão mesmo, e uma filmagem que gostamos muito foi em Peixinhos, filmamos Abará andando pela periferia falando sobre a situação em que vivem, me lembrou muito um documentário sobre o rapper Sabotage que assisti há algum tempo, em que ele fica em seu bairro apenas conversando com a câmera e seus vizinhos.
Nas entrevistas usávamos a câmera sempre no tripé, por uma questão de comunicação mesmo, é bom lembrar que ainda não temos muita experiência com câmera na mão.
Realização
Nosso professor José Algusto Blasis, 28 anos de magistério nos indicou um livro chamado “Hibridismos musicais de Chico Science e Nação Zumbi” escrito por um ex-professor nosso, foram poucos do grupo que chegaram a ler parte do livro também, porém para quem leu ajudou muito principalmente para dar uma linha narrativa ao documentário, apresentar discussões e reflexões no filme.
Nosso grupo se reunia irregularmente para discutir o roteiro, textos e temas para o documentário, o titulo do filme até então não era discutido, tínhamos em mente nomes como “caranguejos com cérebro” e “Chico science e o movimento mangue” mas nenhum destes nos agradou. Em uma destas reuniões definimos uma linha de narrativa, seriam duas linhas que se cruzariam, uma era a da historia da região, contextualizando o quadro social, ambiental e político e a outra era a da carreira de Chico Science, este modelo nos conduziu para fazermos as perguntas e assim montarmos uma historia com inicio, meio e fim.
Alguns do grupo também leram algumas entrevistas que Herom Vargas havia feito com membros do movimento mangue e nos enviou, isso nos ajudou e foi com base no nosso pré-roteiro, no livro e na entrevista que fizemos as perguntas para os entrevistados.
Desde o inicio alguns do grupo sugeriram irmos para Recife para fazer um documentário mais rico, o dinheiro era um problema mas conseguimos um local para ficar na faixa e nos viramos, combinamos aqui de São Paulo com alguns entrevistados mas sem marcar horário nem data, eles apenas disseram “quando chegarem aqui me liguem” e foi isso que fizemos. Tivemos sete dias maravilhosos em Recife.
Ao chegar em Recife bebemos, fumamos e começamos a marcar as entrevistas, tínhamos cerca de vinte pessoas que queríamos entrevistar porem algumas pessoas não foram possíveis. O que me parece agora é que foram os entrevistados que nos escolheram e não nós que escolhemos eles.
Queríamos alugar um carro porem não foi possível, nossa locomoção foram diversos táxis e muita caminhada.
Captamos cerca de quinze horas de material, foram onze pessoas entrevistadas, as entrevistas variaram, a maioria ocorreu naturalmente e os entrevistados se sentiram muito à vontade, foram poucos os casos em que a entrevista ocorreu de maneira “contraída”, nossa estratégia era ser natural, ligávamos a câmera sem avisar o entrevistador e emendávamos perguntas banais e piadas com perguntas vitais para a narrativa, isso foi muito positivo.
Nossa principal influencia para as entrevistas do filme foi Eduardo Coutinho e sua linguagem “botequeira” e “fluida” e em questão de planos nos resolvemos variar bastante, alternando planos mais fechados ou abertos porem seguimos o padrão de fechar o plano quando o entrevistado esta emocionado ou falando algo profundo.
É difícil dizer qual foi a entrevista que mais gostamos porem quando fomos ao Daruê Malungo entrevistar Abará e Mestre Meia-Noite foi muito interessante, estávamos no dia anterior farreando na rua da moeda, estava rolando maracatu na rua e nosso companheiro Cauê estava em um estado deplorável, estávamos indo para uma festa que Helder Aragão e Rogê haviam nos chamado quando o camarada Milner começou a conversar com um “Jamaica” na rua, este era Abará, sobrinho do Mestre Meia-Noite e marcamos a entrevista para o dia seguinte, nos atrasamos para a entrevista mas ocorreu tudo bem, entrevistamos os dois e conhecemos o Daruê Malungo, um lugar lindo, (que ensina capoeira, maracatu, alfabetização e informática para as crianças da comunidade) e pessoas fantásticas como Abará e Meia-Noite.
A entrevista da Dona Rita, mãe de Chico Science também foi marcante, eu, Guilherme anotei o endereço dela em um papel e acabei perdendo, fomos parar em Rio Doce, Olinda e ela morava em Recife, em um lugar que não lembro o nome. Estávamos sem dormir há muito tempo, havíamos varado a noite bebendo e estava um sol de rachar, o problema ali era que já não conseguíamos raciocinar direito, porem resolvemos tomar uma cerveja e acabamos achando o endereço na pasta de documentos, ai pegamos um táxi e fomos para o local certo, todos dormiram no táxi e ao chegarmos fomos recebidos por Dona Rita, Goretti e um dos irmãos de Chico Science, todos muito simpáticos e amáveis, eles nos passaram uma energia muito boa e conseguimos fazer uma das melhores entrevistas da viagem e do filme. O áudio parece que esta ruim mas vamos ver o que podemos fazer.
As entrevistas de modo geral ficaram boas e descontraídas, esta era a proposta desde o inicio, algo natural como Coutinho faz.
A pós-produção esta ainda em desenvolvimento e não da para falar muito bem sobre ela, temos a idéia da contradição para a edição e iremos seguir primeiramente o roteiro básico e montar o filme para depois ousar, em outros cortes.
Para o final queremos um filme com uma narrativa linear porem com muita musica, imagens e palavras de impacto e cores bem salientes para destacar a riqueza cultural que a cidade e que Chico Science tinha em sua obra.
transcrição das entrevistas
Como que chegou aqui, e o que representa pra você o movimento mangue?
"Foi uma explosão, que na época do Chico veio numa hora ideal e exata, todo mundo tava precisando bastante como cultura, como criação, e Chico fez uma criação, Chico aqui em Pernambuco é o bob Marley. Como diz aquela musica “um nego segura com a mão e chora, sentindo a falta do rei, quando Chico Science morreu foi aquele xororô...”. então Chico aqui é o nosso bob Marley, ele revoluciono a musica pernambucana, num tem o que se dizer, ele revoluciono, represento bem La fora, e o mais incrível que ele fez aqui em Pernambuco, aqui acontece aquelas festões, que os governantes, os donos de casa de shows aqui em recife tem mania de estar fazendo, samba recife, mas num é samba recife, se fosse tocar só os grupos de recife, seria samba recife, tocar revelação Jorge Aragão, não descriminando o trabalho deles, mas porque agente também num tem espaço La fora,eles num vão fazer em são Paulo o samba são Paulo, e convidar um grupo pernambucano pra fazer samba.”recife em dó” não é “recife em dó” Só vem banda da Bahia se tiver banda aqui de recife é uma só e muito mal, e nem se divulga na televisão nem na radio. E a galera só vai saber que tem banda de recife quando chegar até o festival que é o ‘recife em dó’, porque não tem divulgação. O que foi que Chico Science fez, conseguiu conquistar o publico aqui em Pernambuco, com a música dele, com o maguebeat dele, com a mensagem, que Chico era um poeta. Então ele conseguiu conquistar o publico através da música, ele num precisou vim de SP , RJ, nem da Bahia, ou do exterior, ele soube fazer a historia dele aqui, então por isso que Chico é uma peça muito importante pra gente aqui que vive de musica que depende da musica que curte que ama,primeiro agente faz de coração, agente num faz pensando em dinheiro, porque dinheiro é conseqüência, agente faz bem feito, agente faz de coração,porque agente ama, porque agente que é musico,percussionista, que é cantor, agente é muito discriminado, é muito mal visto,na vista principalmente dos policiais, já arrasta é ladrão, tatuagem já é maloqueiro, aonde os próprios ladrões são eles que andam fardados, os ladrões de carteira assinada. Então Chico conseguiu, conquistou o publico aqui,ele fez a musica rola aqui em Pernambuco, explodiu primeiro aqui em Pernambuco e depois foi pra fora, coisa que nunca aconteceu aqui, se vier uma banda da Bahia tocar aqui,”psirico” tocar aqui em Pernambuco, for pra uma radio, ou pra televisão, a televisão abre espaço, só porque é da Bahia, ai vem uma banda que é aqui de Pernambuco aqui da terra, ai pode fazer um show ai divulgar nosso trabalho, pode vim o viasat na mesma época que o nação zumbi estourou, a viasat estourou também, a viasat só vai ter direito de toca uma musica e ainda pela metade, eles cortem, aonde bandas de fora, pintam e bordam, samba recife num é samba recife, recife em do num é recife em dó, vai La em salvador pra ver se toca musica pernambucana. Eu passei dois meses lá, fiquei na Ca do mestre Jair, que comanda o Timbalada, fiquei na casa dele agente trocava muita idéia “não se iluda não, aqui é o mesmo esquema, aqui a galera não curte musica pernambucana”, tem dois três cantores que gostavam da musica de Chico, como Gilberto Gil, que canta musica de Chico no trio dele, Daniela mercuri, mas ninguém dá valor pra musica pernambucana não. Primeiro que eles conseguiram segurar nossa capoeira, que a capoeira é pernambucana existe a capoeira da Bahia, e a capoeira pernambucana, ai por isso que rolo essa diferença, a capoeira pernambucana,veio no navio negrereiro e atraco aqui, mas alguns negros fugiram pra salvador, que é primeira capital do Brasil, e o criador da capoeira é baiano que o mestre bimba, e o mestre pastinha, a terra da capoeira é a Bahia, mas o axé que Bahia tem Pernambuco tem, os orixás que faz milagres no terreiro da Bahia faz milagre aqui também. Nosso dois é um só, deus olha pra todos e todos tem o mesmo valor, e como eles tentaram segurar nosso frevo e não conseguiram, e ai como foi que eles piaram, o axé, que é palavra vem do candomblé, não se diz musica baiana, axé quer dizer tudo de bom.. “axé meu filho que você consiga todos seus objetivos”, ai como são espertos colocaram musica baiana, mas isso é errado, então agente o nosso frevo, agente num tiro o nosso frevo de candomblé nenhum, nosso nome frevo é frevo, é fervente é quente."
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Entrevista com Historiador
a entrevista dita que seria terça-feira, foi tranferida para quinta, dia 12/11, não vamos poder usar o estúdio, entao vamos retirar todo a material, e filmar em alguma sala da universidade.!
Abraços.
Bianca
Mangue e HQ's
"o pessoal do Mangue tinha inspirações em HQ , Hugo Pratt era uma referencia italiana que a galera do movimento gostava muito e outro era Jacques de Loustal.
Peguei algumas imagens pra agente começar a olhar alguma coisa pra tentar pensar em alguma coisa na parte de direção de arte, em composição de quadros, umas coisas mais esteticas, e nada melhor do que ter como referencia a propria referencia do movimento." Milner Souza




sábado, 7 de novembro de 2009
ENTREVISTA CONFIRMADA
entrevista com o professor de historia, esta confirmada para terça feira, as 19:30.
abraços
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
ENTREVISTAS CONFIRMADAS
Estou aqui para postar uma notícia de arrepiar as antenas do mangue. Conseguimos seis nomes de peso para entrevistarmos em Recife. Aqui estão os nomes: Fred 04, Canibal, Dj Dolores, José Teles, Gilmar Bolla 8 e Ortinho.
Estamos entrando em contato com outros nomes de suma importância para o doc. Creio que iremos conseguir mais algumas entrevistas.
Bom, é isso, vou nessa, pois o tempo para terminar esse doc. está curto e o trabalho a ser feito é grande.
Abraços, até mais.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Nação Zumbi sem Chico
estava eu pesquisando um pouco mais pela internet, e achei essa reportagem muito legal que saiu no site da abril, de como anda o Nação Zumbi sem o Chico, eu vou postar apenas um pedacinho da matéria, ai quem quiser saber na íntegra é só acessar esse link : http://www.abril.com.br/noticias/diversao/nacao-zumbi-celebra-lama-ao-caos-vamos-voltar-15-anos-499343.shtml

"...Quinze anos se passaram Chico Science morreu em uma acidente de carro em 1997, no auge da carreira, mas a Nação continua na ativa e nesta sexta-feira (18) promove o baile de debutante de seu primeiro trabalho, em São Paulo. E apesar do momento nostálgico, já prepara oitavo disco de estúdio para lançar em março de 2010..."
Introdução e Objetivo
segue abaixo o objetivo e a introdução do doc. ainda não a definitiva, feita pelo Eric, e em questão de roteiro o guilherme iniciou uma planilha, e também já temos um pré-roteiro feita há um tempo, ainda essa semana, será finalizado o roteiro definitivo, para melhor situalização de tudo e de todos..!
Boa Noite!
Introdução
O documentário “titulo que ainda não decidimos” ira contar a historia de Chico Science com enfoque em sua carreira artística porem não vai simplesmente narrar sua trajetória, vai contextualizar o espectador no mangue.
O contexto social, econômico, político e cultural da região serão a base do inicio do filme, mostrando de onde veio este artista tão talentoso. Iremos situar também outros artistas que vieram da região nordestina (Luis Gonzaga, Fred Zero Quatro e outros) antes e durante a carreira de Chico e não só artistas como também heróis como Zumbi, Lampião e Antonio Conselheiro, que são sempre lembrados nas letras de Chico Science.
A agitação cultural que ocorreu na época (movimento mangue) será mostrada para mostrar que alem de um artista talentoso e político, Chico não estava sozinho e o incentivo que os jovens músicos deram para a cena artística recifense.
Ao final mostraremos como este “cometa” chamado Chico Science repercute e inspira diversos tipos de arte não apenas no Recife.
Objetivo
O que queremos com este projeto é dar ao espectador uma visão completa e contextualizada de Chico Science e do Movimento Mangue, mostrando a importância que os jovens músicos nordestinos dos anos 1990 tiveram para a cena cultural da região, tanto naquela época quanto nos dias de hoje.
As inspirações que estes artistas tiveram serão apresentadas para melhor entendimento da mistura musical de CSNZ.
Sendo assim, os espectadores poderão ver que para se fazer arte não é necessário cantar, tocar e divulgar de um jeito padrão, pois a tecnologia que existe é simples e eficaz, se nos anos 1990 eles conseguiram sacudir o Central Park de Nova York, hoje podemos gritar bem mais alto de qualquer lugar para qualquer lugar, e com mais facilidade
terça-feira, 27 de outubro de 2009
A lama, a Parabolica e a Rede
Deixo aqui um link para vocês poderem ver a arte da capa e saber mais sobre esse trabalho de Rejane no blog do irmão dela, Ricardo Calazans.
Abraços.
http://odia.terra.com.br/blog/ricardocalazans/200808archive001.asp
sábado, 24 de outubro de 2009
Pré-Roteiro
Pré-Roteiro:
Situação:
- História do nordeste
- Cultura nordestina
- Quadro social até os anos 60
Chico Science
- Infância e adolescência
- Quadro social familiar
Anos 70/80
- Inicio da carreira
- Daruê Malungo
- As bandas (lamento negro, loustal..)
- Influências
Anos 90
- Nação Zumbi
- Turnês (SP e BH) (NY e EUROPA)
- 1º Cd e 2º Cd
- Manifesto e movimento
Morte e Legado
- Morte
- 2º Manifesto
- Carta
- Legado (Cordel, moviemnto, pós-mangue)
- Qual a situação do mangue hoje
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Entrevista com Fred Zero Quatro
Estou postando aqui uma entrevista que tivemos com o vocalista da banda Mundo Livre S/A, uma das principais peças para o movimento "Mangue" e para o nosso Doc. A Entrevista rolou na casa de shows "Studio SP" que fica na Rua Augusta, 591 Centro. Os que compareceram foram: Milner Souza, Cauê Martins, Eric Veloso e Guilherme Genereze. Guilherme ficou encarregado de entrevistar o Fred, e o fez muito bem. O restante ficou trabalhando na câmera e no áudio. As perguntas foram elaboradas pelo grupo. Aqui se encontra a entrevista transcrita pelo Milner Souza. Confira
Guilherme Genereze: Fale como surgiu o movimento mangue.
Fred 04: “Pô véio”, a primeira faísca “digamos assim”, acho que foi
com a idéia genial do Chico Science de convidar para fazer um ensaio
conjunto, a banda dele com a banda de um brother de trabalho que era o
Gilmar Bola 8, ele tinha uma banda de rock psicodélico “tal”, que
tinha um pouco de Hip Hop e o Gilmar participava de uma ONG que tinha
um grupo de percussão e que tinha um espaço grande para ensaiar que
era o Daruê Malungo e tal, e ai a junção das duas coisas, quando eles
começaram a tentar unificar a sonoridade, aquilo foi um impacto tão
“foda” pra todo mundo que convivia com os caras que é... E a idéia
dele de usar a sonoridade Mangue um pouco inspirada no Mambo na coisa
da World Music também, mais que tinha tudo haver com o bairro lá do
Chico (rio doce), com o bairro do Gilmar que era Peixinhos, tudo era
área de manguezal e “tal”. “Ai agente como”, ele era fã pra caramba do
Mundo Livre, ele já tinha avisado que queria gravar Computadores Fazem
Arte “não sei o que”, agente conseguiu “é”, rapidinho, aproveitando o
espírito solidário e generoso que Chico tinha, mostrar aquilo todo
podia ser uma coisa “fuderosa” para toda cidade, que poderia tirar,
usando uma metáfora assim, poderia tirar a cidade da lama, até no
sentido em termos de virar uma referencia por conta de Mangue ser um
símbolo de diversidade de riqueza “né”, de biodiversidade e tal e que
o Recife é uma coisa cheia de gêneros nativos diferentes de musica e
“tal”. Ele pirou com a idéia e “tal” e virou uma celebração coletiva
da diversidade do Recife e aí agente convidou toda a galera que agente
achava que tinha haver com essa idéia de romper com o conservadorismo
do ambiente tradicionalista que tava rolando naquela época na cidade,
independente se fosse hard core, todo mundo que tava agitando uma
coisa urbana contemporânea e “tal”, que estivesse afim de encorpar
esse espírito coletivo assim, agente convidou para esse evento que
era Viagem para o centro do Mangue. Aí depois de algumas edições, aí
agente começou a inventar todo mundo que chegava na mesa de bar e
chamava o outro de “Aratu”, e chamava o outro de “Guajá” e “Caritó” e
“não sei o que” e aí um vinha com a idéia do chapéu de palha e o outro
vinha com a idéia de um plug aqui, cada um vinha com uma performance
“assim” inspirada nessa simbologia do Mangue e começou a usar isso no
evento (Viagem para o centro do Mangue), aí começou a chamar, entre
uma musica e outra, chamar todo mundo de MangueBoy e “tal” e foi
virando um evento de relativo sucesso na cidade, itinerante porque não
tinha palco na cidade pra se apresentar, agente tinha que inventar
lugares “assim”, não tinha produtor, não tinha empresário, não tinha
divulgador, recife era muito amador nesse sentido. Depois de um tempo
eu percebi que não tinha nenhum texto para imprensa e resolvi fazer um
Release (Manifesto Caranguejo com Cérebro), usando algumas imagens que
a galera dizia nos shows e “tal” e inventando outras, e ai veio, esse
texto agente começou a mandar pra tudo “qué” redação e foi parar na
mão de uma produtora da MTV que estava por acaso fazendo uma pauta lá
em Recife e aí virou uma matéria de gaveta da MTV e o resto é
Historia.
Guilherme Genereze : Fale sobre a Visão Política do Mangue
Fred 04: Como ?
Guilherme Genereze : A visão Política
Fred 04 : A visão Política né. Velho é o seguinte. Uma parte do
núcleo ali fundador da parada, não tinha muita concepção de
engajamento assim mais político, mais tinha uma parada assim de
conscientização social forte, até por conta do Lance do Daruê Malungo,
que foi a ONG que surgiu o Lamento Negro que foi uma lá das coisas do
Nação Zumbi. Mais uma parte era só a vontade de tirar um som original
e “tal” e a outra parte do Mundo Livre , eu e o Renato (Renato Lins),
tinha uma vinculação um pouco mais de ativismo estudantil e “tal”.
Agente fazia greve desde o inicio da faculdade de comunicação, eu fui
do “D.A” de imprensa e tal. Então juntou essa parada do Chico que
tinha uma coisa mais voltada para celebrar a herança rebelde de
Pernambuco, essa historia da Revolução Praieira do Lampião, Zumbi, do
nordeste e “tal”, com essa coisa mais digamos global e de uma visão
mais da guerra fria que foi quando surgiu o Mundo Livre na coisa da
contra informação e “tal”. Aí virou uma militância digamos assim, mais
como dizia Chico, “Diversão Levada a Serio”, quer dizer agente o tempo
todo quis manter uma convicção firme assim de evitar a linguagem
panfletaria assim, embora depois de um tempo algumas pessoas ligadas
ao movimento ambientalista, a questão dos manguezais lá de Recife
acaram com algum tempo se chegando, mais agente fazia questão de
deixar bem claro que a intenção principal era a estética cara, a
intenção de usar a questão social, ambiental , política e tal, como
inspiração, mais o objetivo maior era tentar inventar um conceito
estético bacana, original “assim e tal”.
(breve pausa para pensar)
Mais é loco porque hoje Chico principalmente depois da morte dele
virou cartilha pra escola municipal, tem cartilha pra própria
secretaria de educação, virou um ícone mais da voz da periferia, que é
muito saudável e acabou ajudando também romper uma tradição muito
conservadora que vinha dominando o cenário político lá em Pernambuco
“assim”.
Guilherme Genereze : Queria saber se lá na “Manguetown” melhorou a
situação depois do movimento.
Fred 04 : Então é, hoje “veio”, pó nem se compara, para quem monta um
trabalho hoje “veio”, tem dezenas de palcos disponíveis, tem não sei
quantos estúdios de gravação, tem festivais o ano inteiro “sabe”, tem
o poder publico lá entro de cabeça mesmo para “infomentar”, tem lei de
incentivo, CIC municipal, tudo abre espaço pra esse tipo de som
contemporâneo, até pela referencia que Recife se tornou e “tal” ,
então hoje é outro ambiente.
(começa a falar mais rápido)
Embora tenha um aspecto assim que não mudou quase nada que é o boicote
branco velado dos meios de comunicação locais. Mundo Livre, “ED”,
Nação , não toca “veio” em radio, em nenhuma radio lá. Agente arrecada
uma grana de execução publica do Brasil todo menos de Recife cara,
porque acho as concisões são todas da época que quem dominava a
política local era o PFL , essa galera, que são os donos de todas as
concisões até hoje, e pra eles “veio” essa linguagem do Mangue é jogar
contra “assim”, porque eles sabem, que tanto é que desde que surgiu a
parada (Movimento Mangue), eles nunca mais tiveram vez na política lá
também saco? Então eles não vão liberar programação “Manguebeat” nas
rádios, eles são os donos. Agora agente ta conseguindo tirar do papel
depois de muitos e muitos anos, eu fiz o manifesto, abaixo assinado,
aí na época o prefeito que era do PFL vetou e “tal”, que é a radio
publica municipal, que é a Radio Frei Caneca agora, já passou por
congresso, já esta só faltando uma seção presidencial pra conseguir a
concessão, tem orçamento pro equipamento, já tem até uma sede, já tem
tudo e aí eu acho que pode ser o começo de uma pressão para mudar essa
mentalidade nas rádios de lá né. Você Sabe que lá na Jamaica, é uma
historia que hoje todo mundo conhece, o Reggae era sucesso no mundo
todo e não tocava nas rádios da Jamaica, foi preciso às gangues lá da
galera do próprio Reggae, arrombar mesmo, invadir as rádios e forçar
pra que tocasse. Lá agente não quer chegar a esse extremo mais tem os
canais democráticos de batalha e agente vai começar a partir dessa
Rádio Municipal.
Guilherme Genereze : Como está o Movimento do Mangue hoje em dia
Fred 04 : Não veio , o movimento musical , cultural em geral veio,
apesar desse ano ter toda aquele cenário de crise econômica que
atrapalhou pra caramba, o Abril pro Rock quase que não rolava, muito
dos festivais não só lá, no Brasil mesmo tem a “ABRAFIM” que congrega
dezenas e dezenas de festivais independentes do Brasil todo, todos os
festivais que agente tava agendado, vários deles, entre os meses de
Julho, agosto, Setembro, foram todos adiados “cara”, tudo vai rolar
pela primeira vez no final do ano, então essa questão da crise
financeira, pra quem depende de patrocínio estatal que a maioria dos
festivais dependem da Petrobras ou do Banco do Brasil “não o sei o que
tal”, tudo isso ouve uma retração pra “caralho” esse ano. Mais apesar
disse “veio” ta rolando, “porra” agora mesmo Coquetel Molotov rolou
esse fim de semana, sexta e sábado “veio”, com os ingressos todos
esgotados com antecedência nos centros de convenções, ta bacana
“veio”. Tem muita banda nova surgindo, agora essa historia de Mangue,
se é Mangue, se não é Mangue, se é Pós Mangue, o engraçado é que já
surgiu, “Asfaltobeat”, já surgiu Pós Mangue e “tal”, mais nunca
apareceu ninguém para se dizer Anti-Mangue entendeu ? Isso para mim
é uma coisa bem emblemática “assim saca?”. Agente tem uma relação
muito boa com a galera das bandas novas, os caras sempre que encontram
pagam maior pau “assim” e “tal”, eu acho que a galera toda no começo
incomodava um pouco essa historia de que todo mundo ter que ser
chamado de Mangue, sabe? Por uma questão de rotulação mesmo, da
imprensa do sul mesmo, “ah é mais uma banda do Mangue”, às vezes os
caras não estavam nem aí com essa historia e isso incômodo muito em um
período assim né ? Segunda Geração e “tal”. Mais hoje a Galera ta mais
consciente que a idéia original era colocar o Recife no Mapa, de uma
forma que favorecesse todo mundo “cara” e isso que rolando.
domingo, 18 de outubro de 2009
Lista de Entrevistas
LISTA:
Gilmar Bolla 08 – Presente na Cena do Mangue desde o principio com Fred 04 e Chico Science. Amigo de Chico Science , foi quem apresentou Science a banda Lamento Negro (segundo ao site do memorial de Chico Science). Atualmente Toca Alfaia na banda Nação Zumbi.
Roger Sopa - Abriu uma Soparia em Recife , onde sempre convidou varios artistas do Mangue. - Telefone: (81) 3363-0919
Mestre Ambrosio - Banda revelada na cena do Mangue/ Siba (Sérgio Veloso) na guitarra /Sérgio Cassiano (percussão e vocal) / Mazinho Lima (baixo elétrico e triângulo) / Mauricio Alves (percussão) / Eder "O" Rocha (Eder Rocha dos Santos)
Fred 04 - (JÁ FOI ENTREVISTADO) - Integrante da Banda Mundo Livre S/A , Amigo Pessoal de Chico Science, Criador do Manifesto Mangue.
Paulo Andre - Produtor, Realizador e Idealizador do Abril Pro Rock
Mamelo Sound System - Banda de São Paulo influenciada pela mistura de ritmos.
Ana Luiza Brandão - Namorada que deu a luz a filha de Chico Sciene
Louise Taynã Brandão Filho - FIlha de Chico Science
Stela Campos - Musica, conheceu Chico Science
Rejane Calazans - Jornalista e estudiosa do Manguebeat
Manoel Romario Saldona - Escreveu sobre o Mangue
DJ Dolores - Dj do mangue
Herom Vargas - Escritor do Livro -Hibridismos musicais de Chico Science & Nação Zumbi e conhecedor do movimento Mangue. ( SÓ PRECISAMOS MARCAR A DATA)
Gilberto Gil – Compositor e Musico, Ex Ministro da Cultura do Brasil.
Black Alien – Compositor e Musico.
Marcelo D2 – Compositor e Musico , Participou do Cd Afrocibederlia.
Chico Sá - Principal jornalista quando o assunto é o Mangue
Marcelo Pereira - Editor do Caderno C do Jornal do Commercio , escreveu artigos sobre Chico Science e conheçe bem a cena do Mangue
Kid Vinil - Cantor, dj, radialista, divulgador musical e apresentador de tv
Perguntas para Entrevista- Professor de História
Porque o nordeste é a região mais pobre do Brasil?Quais os principais alicerces da economia nordestina?
Porque as cidades do litoral de Pernambuco são tão importantes?
Segundo nossa pesquisa, vimos que na região nordestina nas décadas de 60, 70 e 80 a região nordestina estava em uma grande crise social e econômica, e assim ocorreu o êxodo para a região sudeste. porque esta crise e porque o êxodo?
Dentro do quadro socioeconômico nordestino quais são as particularidades da região do recife?
Porque no nordeste ocorreram tantas revoltas? Gostaríamos de saber a causa de Zumbi, Antônio Conselheiro e Lampião.
Como você vê o movimento mangue dentro da historia nordestina? No quadro histórico e cultural, ele pode ser considerado uma revolta pacifica?
O que representa historicamente Chico Science?
O mangue esta melhor ou pior desde o fenômeno Chico Science?
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Perguntação para Entrevista- Professor de História
Quais os principais alicerces da economia nordestina?
Porque as cidades do litoral de Pernambuco são tão importantes?
Segundo nossa pesquisa, vimos que na região nordestina nas décadas de 60, 70 e 80 a região nordestina estava em uma grande crise social e econômica, e assim ocorreu o êxodo para a região sudeste. porque esta crise e porque o êxodo?
Dentro do quadro socioeconômico nordestino quais são as particularidades da região do recife?
Porque no nordeste ocorreram tantas revoltas? Gostaríamos de saber a causa de Zumbi, Antônio Conselheiro e Lampião.
Como você vê o movimento mangue dentro da historia nordestina? No quadro histórico e cultural, ele pode ser considerado uma revolta pacifica?
O que representa historicamente Chico Science?
O mangue esta melhor ou pior desde o fenômeno Chico Science?
Gravação da Entrevista
Hoje será nossa primeira gravação no estúdio, onde poderemos colocar em prática tudo o que aprendemos nas aulas de documentário do professor Zé Augusto.
Em breve postarei as perguntas da entrevista.
Boa Noite!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Entrevistas
Até o dia de hoje, já está confirmada a entrevista com o professor de história, que virá tirar nossas duvidas e curiosidades aqui no estudio da universidade. Escolhemos gravar aqui mesmo pois o trabalho poderá ser feito com mais profissionalismo em relação a audio, luz, e qualidade visual.
por enquanto é só.
Beijos e abraços.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Documetário - justificativa
Chico Science, foi um cantor e compositor de Recife. Seu surgimento causou grandes influências, criou novos movimentos, novos estilos musicais, aprimorou musicalmente e culturalmente a sociedade, um dos principais colaboradores do movimento manguebeat. Com a mistura e fusão de ritmos, como o funk e o hip-hop. Outros estilos também foram fundidos: o rock e o ska, que levam um lado energizante. A união da batida de todos eles foi o diferencial de sua música.
Fora a música ele participou de grupos de dança de hip-hop em Pernambuco. Logo após essa época ingressou em algumas bandas, Orla Orbe e Loustal.
Ele idealizou, divulgou e contestou o surgimento e crescimento do movimento Manguebeat.
Esse movimento teve grande importância no cenário musical brasileiro, pois foi a mistura de ritmos regionais, utilização de metáforas com a natureza, e buscava formar um estilo musical rico e diversificado, formou novas formas de expressão que também influenciou e continua influenciando outras áreas, como cinema e a moda.
Após aceitação e sucesso do inovador estilo musical, ficou definido como pop eletrônico, Chico se uniu ao grupo Nação Zumbi. Juntos realizaram turnê pela Europa e Estados Unidos. Os shows tiveram grande sucesso de público e crítica.
Chico Science lançou dois álbuns: “Afrociberdelia" (1996), e “Da Lama ao Caos” (1994).
Em 1997, em um acidente de carro, na fronteira de Recife com Olinda, Chico Science morre, nas vésperas de uma turnê que iria fazer no carnaval. Após sua morte o grupo Nação Zumbi lançou um cd duplo, em 1998, com músicas novas e mixagens feitas ao vivo por DJs. A família de Chico Science recebeu indenização de mais de 10 milhões de reais, depois do lançamento do disco.
O maior interesse no tema, é baseado na historia do personagem, ou seja, o jeito em que ele desenvolveu um novo método de mostrar música. Suas raízes, foram influenciadas e influenciáveis, por grandes nomes do meio artístico da época, e são utilizadas até hoje.
Nosso público alvo são pessoas que vivenciaram o movimento, e apreciam o personagem como cantor, nosso projeto visa provocar o interesse e despertar curiosidade nas pessoas que também nao conhecem o tema.
A intenção é mostrar a cultura brasileira, e como esse personagem abordou formas invovadoras de fazer música e de passar a mensagem desejada.
Vamos focar em mostrar todo e qualquer tipo de material, pessoal e profissional de Chico Sciencia, relacionando-o com a época e o modo que ele trabalhou isso tudo na sociedade.
fontes:
http://www2.uol.com.br/JC/chicoscience/carreira.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Science#Refer.C3.AAncias
Boa Noite
segunda-feira, 28 de setembro de 2009





